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Adolescentes levaram vítima de estupro coletivo para dentro de ônibus estacionado em Nova Friburgo, diz mãe

Adolescentes são apreendidos por suspeita de estupro coletivo em Nova Friburgo A mãe de uma adolescente de 17 anos que sofreu estupro coletivo em Nova Friburg...

Adolescentes levaram vítima de estupro coletivo para dentro de ônibus estacionado em Nova Friburgo, diz mãe
Adolescentes levaram vítima de estupro coletivo para dentro de ônibus estacionado em Nova Friburgo, diz mãe (Foto: Reprodução)

Adolescentes são apreendidos por suspeita de estupro coletivo em Nova Friburgo A mãe de uma adolescente de 17 anos que sofreu estupro coletivo em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, contou ao g1 detalhes de como a filha foi abordada e levada para dentro de um ônibus, onde os abusos, praticados por menores, continuaram. O crime ocorreu no dia 16 de fevereiro. Os três suspeitos foram apreendidos no último sábado (7). Ela disse que a filha voltava do aniversário da avó de uma amiga quando encontrou, no caminho, os três adolescentes, que são conhecidos dela por terem amigos em comum no mesmo bairro. De acordo com a mãe, durante a conversa, eles ofereceram entorpecentes à filha. Após usar a substância, a jovem foi levada para um local mais afastado no bairro, numa rua deserta, onde os abusos começaram. Depois, ainda segundo relato da mãe, ela foi levada para o interior de um ônibus de turismo, que estava estacionado no local. "Ela já estava ali naquele momento de alucinação. Foram tirando a roupa dela e aí começou com um; dali, os demais também começaram os abusos. Foram todos os tipos de abuso. E bateram nela com socos, chutes, puxões de cabelo, tapas na cara", disse. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Jovens apreendidos por estupro coletivo em Nova Friburgo foram encaminhados ao Degase Polícia Civil Preocupada com a demora da filha para chegar em casa, a mulher saiu para procurá-la. A jovem foi encontrada horas depois, por volta das 23h, bastante abalada, chorando e reclamando de fortes dores. “Quando eu olhei e vi minha filha, ela estava toda suja. Jogaram ela no chão do ônibus, que estava muito sujo. A roupa dela estava escura, o rosto também estava sujo. Naquele momento eu abracei minha filha e agradeci a Deus por tê-la encontrado viva”, contou a mãe, que não foi identificada para preservar a jovem. A mãe contou que ficou em choque ao perceber a gravidade da situação. Ao ver a filha com marcas de sangue, disse que, naquele momento, não sabia qual decisão tomar. “Eu não sabia se levava direto para a delegacia para pedir ajuda, se primeiro acolhia ela em casa, se dava um banho, um remédio. É muito difícil para uma mãe ver um filho naquela situação. A gente também fica sem chão”, disse. Ela lembrou que a filha sempre foi uma menina que ia da casa para a escola e da escola para casa. “Minha filha sempre foi uma menina muito de casa, e quando precisava ir a algum lugar, geralmente ia comigo ou com alguém da família. A gente sempre teve cuidado porque ela ainda não tinha maturidade para lidar com situações na rua. Ela dizia que se sentia presa, porque via outros jovens indo a lugares que ela não podia ir. No dia que encontrou os meninos, eles lembraram a ela sobre isso". "Começaram a dizer que ela poderia experimentar coisas novas. Disseram que não iam fazer nada com ela, só que não poderiam ficar ali na rua e que precisavam ir para um lugar mais reservado”, relatou a mãe. A jovem foi encontrada pela família horas depois do crime. Segundo a Polícia Civil, os três menores foram localizados no bairro Santo André, no último sábado (7), e encaminhados, no mesmo dia, ao Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). Eles não ofereceram resistência ao serem apreendidos, ainda segundo a polícia, e respondem por ato infracional análogo ao crime de estupro coletivo. O g1 não havia conseguido contato com a defesa dos jovens apreendidos até a última atualização desta reportagem. O caso agora segue em tramitação na Vara da Infância e da Juventude, que vai analisar as medidas socioeducativas que poderão ser aplicadas aos envolvidos. A vítima, ainda segundo a família, passou a receber acompanhamento médico e psicológico e tem retomado a rotina de forma gradual. Ainda muito abalada, ela segue em tratamento, voltou aos poucos para a escola e tem evitado sair sozinha, precisando ser acompanhada pela família. Alerta para outras famílias Ao final da entrevista, a mãe também fez um alerta para outros pais e falou sobre o impacto da violência na vida da filha e da família. “Infelizmente é um assunto que tem crescido muito em todas as cidades, inclusive aqui na nossa região. A gente nunca imagina passar por uma situação dessas. É muito doloroso e muda muita coisa na vida da pessoa, principalmente de quem sofre a agressão”, disse. “A gente espera que tudo seja resolvido da melhor maneira possível e que eles sejam punidos conforme tem que ser". Emocionada, a mãe também destacou a importância dos pais acompanharem de perto a rotina e as amizades dos filhos. Segundo ela, mesmo quando os filhos crescem e pedem mais liberdade, o cuidado continua sendo essencial. “A nossa juventude está muito perdida e precisa buscar coisas boas para a vida, porque esse não é o caminho. Como mãe, eu deixo um alerta para que os pais estejam sempre atentos, observando as amizades dos filhos e caminhando junto com eles. Às vezes, a gente tenta dar um pouco mais de liberdade pela idade, mas sempre fica aquele medo, porque a gente não sabe o que pode acontecer lá fora. No caso da minha filha, pela imaturidade que ela ainda tem, acabou passando por essa situação”, disse.

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