'Nenhum antibiótico faz mais efeito': mãe denuncia demora em cirurgia de filho autista em Teresópolis
Petrick Souza dos Santos, de 9 anos, sofre há quatro anos com infecções de ouvido. Arquivo Pessoal A mãe de uma criança autista de 9 anos denuncia a demora...
Petrick Souza dos Santos, de 9 anos, sofre há quatro anos com infecções de ouvido. Arquivo Pessoal A mãe de uma criança autista de 9 anos denuncia a demora na realização de uma cirurgia em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, e pede ajuda para garantir o tratamento do filho. Segundo Katia de Souza, , diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 e não verbal, sofre há mais de quatro anos com infecções recorrentes no ouvido. Segundo ela, a família aguarda há cerca de um ano e meio pela realização de uma cirurgia para a colocação de tubos de ventilação nos ouvidos da criança. “Meu filho já não tem mais antibiótico para tomar, porque nenhum faz efeito. Há mais de quatro anos, ele sofre com otites de repetição todos os meses”, relata. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Agora no g1 De acordo com a mãe, o menino também precisa de acompanhamento médico por causa de problemas relacionados às adenoides. Ele já passou por uma cirurgia em 2024 para a retirada das adenoides e das amígdalas mas, segundo Katia, o quadro piorou depois da intervenção. A mãe afirma que possui laudos de especialistas, incluindo um otorrinolaringologista e um neuropediatra, que apontam a necessidade de um novo procedimento. Ela relata que busca a realização da cirurgia por meio da Defensoria Pública e da Secretaria Municipal de Saúde. Apesar de toda a documentação médica apresentada, diz que ainda não conseguiu uma solução. Mãe relata dor intensa e episódios de automutilação Segundo Katia, as dores de ouvido têm afetado diretamente a alimentação, a rotina e o desenvolvimento do filho. Ela relata que o menino pesa apenas 25 quilos, tem dificuldade para se alimentar e não consegue realizar regularmente as terapias de que necessita devido ao desconforto causado pelas infecções. “Meu filho se automutila por causa da dor. Quase não se alimenta”, afirma. Katia relata que a rotina de cuidados com o filho também inclui desafios para levá-lo às consultas médicas. De acordo com ela, em momentos de crise, é preciso recorrer à contenção física com cobertores para conseguir transportá-lo em segurança. “Para ir ao médico, levo nove cobertores pra enrolá-lo”, relata. A mãe teme que uma nova crise de otite agrave ainda mais o estado de saúde do filho. Segundo Katia, a possibilidade de uma internação preocupa toda a família, especialmente porque os antibióticos utilizados anteriormente já não estariam apresentando a eficácia esperada. Ela afirma que, atualmente, os medicamentos já não conseguem controlar as infecções como antes. Família afirma ter procurado autoridades Katia de Souza afirma que já buscou ajuda junto a diferentes representantes políticos e integrantes da administração municipal para viabilizar a cirurgia do filho. Segundo a mãe, apesar das reuniões, pedidos e manifestações de apoio recebidas ao longo desse período, o procedimento ainda não foi realizado. Ela relata que segue em busca de uma solução para garantir o tratamento necessário a Petrick. “Todos falam que vão ajudar e nada”, afirma. A família pede que as autoridades responsáveis esclareçam a situação do procedimento, informem o motivo da demora e apresentem uma previsão para a realização da cirurgia. O g1 questionou a Prefeitura de Teresópolis sobre a data para a cirurgia de Petrick e aguarda retorno.